Voltar > Entenda por que estabelecer métricas para a gestão financeira da sua empresa

É cada vez mais importante tomar boas decisões, afinal, o mercado é voraz e não deixa margem para erros operacionais. Para tanto, é preciso monitorar as métricas de gestão financeira, garantindo uma visão holística sobre o negócio e seus resultados.

Essas métricas podem estar ligadas a diversas coisas, como o crescimento anual da companhia, retorno sobre determinados investimentos ou lucratividade. O mais importante é ter informações confiáveis, capazes de subsidiar decisões assertivas.

Pensando nisso, criamos um guia especialmente para você. Entenda mais sobre o que são métricas, sua importância nas empresas e quais devem ser acompanhadas com periodicidade. Continue lendo e fique por dentro do assunto!

Afinal, o que são métricas?

Nunca se falou tanto em métricas de desempenho, mas afinal o que é isso? Grosso modo, é uma espécie de termômetro para a empresa, indicando o grau de resultados obtidos com determinada ação, investimento ou departamento.

As métricas são extraídas dos relatórios da empresa, dos sistemas de gestão (ERP) ou de outras fontes confiáveis. Não precisam estar ligadas especificamente ao setor financeiro, também podem estar relacionadas ao setor de vendas ou marketing, por exemplo.

A área financeira é uma das que mais dependem de boas métricas, pois precisa balizar suas decisões estritamente em análises quantitativas. Para esse setor, as métricas não representam uma vaidade, mas uma necessidade real e contínua.

Benefícios de acompanhar as métricas

Existem muitos benefícios relacionados ao assunto. Com boas métricas, é possível que o gestor financeiro conduza operações mais ágeis e eficazes, garantindo que a empresa “navegue” em meio às oportunidades e ameaças com maior assertividade.

As métricas também garantem uma visão mais sistêmica para a organização, subsidiando a formulação de planos estratégicos que sejam realistas. Isso, por consequência, influencia no grau de maturidade e crescimento do negócio, que pode se destacar da concorrência.

Não obstante, ajuda na formulação de metas que sejam inteligentes e ambiciosas, apontando “onde” a empresa deve chegar no curto, médio ou longo prazo. Com isso, todos os funcionários ficam mais ávidos na busca por conquistas fora da curva.

Principais métricas da área financeira

Como dito, existem muitas métricas de gestão financeira e, por ser impossível acompanhar todas ao mesmo tempo, é necessário definir aquelas que estejam alinhadas aos objetivos organizacionais, monitorando-as com frequência e qualidade. Veja as principais: 

1. Crescimento anual

Toda empresa precisa crescer ano após anos. Se não for assim, é sinal de que há algum problema que deve ser corrigido (seja no atendimento, mix de produtos, marketing etc.). A questão é: como monitorar esse crescimento? Conheça a fórmula:

Crescimento (em %) = (receita do ano atual – receita do ano anterior) / receita do ano anterior x 100

Imagine que a empresa ABC cosméticos teve uma receita de R$5 milhões no ano de 2016, superior ao do ano anterior, que foi de apenas R$3 milhões. Ao aplicar o cálculo, será possível identificar um crescimento de 66% entre os dois períodos.

Não há uma média ideal de crescimento, isso pode variar de acordo com cada setor de atuação e o grau de obstinação de cada empreendimento. É importante, porém, definir uma meta de crescimento anual, depois desdobrá-la em pequenos resultados-chave.

2. Índice de liquidez

Essa métrica representa a capacidade que uma empresa tem de honrar seus compromissos financeiros. Para obtê-la, é preciso relacionar tudo o que se tem a receber (ativos) no curto prazo (como estoques, caixas, bancos etc.) e o montante a ser pago (passivo) no mesmo período (como fornecedores, empréstimos, impostos etc.). Confira:

Liquidez (em pontos) = ativos de curto prazo / passivos de curto prazo

Ao aplicar o cálculo, é possível ter três resultados:

  • menor que 1: baixa liquidez, não há capacidade para pagar as obrigações;

  • igual a 1: há equilíbrio;

  • maior de 1: alta liquidez, há folga para pagar as obrigações.

3. Retorno sobre investimentos

Essa é uma das métricas mais utilizadas. Indica o retorno financeiro obtido em cada investimento ou mesmo o potencial de retorno. Também conhecida como R.O.I., contribui para priorizar investimentos que sejam favoráveis à empresa. Veja:

R.O.I. (em %) = (retorno obtido – valor do investimento) / valor do investimento x 100

Imagine que a empresa investiu R$10 mil em uma viagem de incentivo aos profissionais. Depois, com a equipe motivada e comprometida, obteve um retorno financeiro de R$15 mil. Ao aplicar o cálculo, é possível identificar um R.O.I. de 50% do valor investido.

4. Taxa de lucratividade

Por maior que seja o faturamento de uma companhia, no final das contas, o que realmente importa é a sua taxa de lucratividade. A fórmula é muito simples, basta relacionar o lucro líquido de determinado período com as receitas. Veja:

Lucratividade (em %) = lucro líquido / receita total x 100

Não há uma lucratividade ideal, isso varia muito de acordo com o segmento de cada empresa. Nesse caso, é valido fazer uma comparação com outras organizações, buscando identificar a taxa de lucratividade delas.

Os 3 Vs para excelentes métricas

Escolher as métricas que serão utilizadas é uma importante decisão. Elas demandarão bastante tempo e esforço de toda a equipe financeira, pois — lembre-se sempre — devem ser acompanhadas de forma contínua e com qualidade.

Por isso, é preciso refletir sobre 3 Vs:

  • Veracidade: as métricas devem conter dados reais sobre a empresa e seus processos diários. Caso os números sejam apenas especulativos ou — na pior das hipóteses — falsos, todo o resultado estará comprometido;

  • Volume: quanto maior o número de dados para analisar, melhor. Por isso, é indicado utilizar um sistema de gestão que contribua no processamento, estruturação e análise dos resultados alcançados;

  • Velocidade: os resultados devem ser levantados em tempo hábil. No mundo dos negócios, tempo é dinheiro. Além disso, empresas que demoram para fazer o que se propõem ficam em desvantagem competitiva.

Veja, agora você está por dentro do assunto. Utilize todas as informações aqui destacadas a favor da sua área financeira, mas lembre-se sempre de empregar os três Vs — veracidade, volume e velocidade — ao acompanhamento das métricas.

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