Voltar > Controle de fluxo de caixa: saiba em que tipo de negócio isso é mais difícil

Qualquer negócio que se preze é iniciado com o objetivo de crescer, ganhar mercado e prosperar. Isso acontece em todos os setores e para todos os tamanhos de negócios.

No entanto, a maioria dos negócios no Brasil fecha suas atividades antes mesmo de ter dois anos completos de operação. E a razão do encerramento desses negócios, muitas vezes, está ligada à parte financeira.

De fato, o controle de fluxo de caixa se apresenta como algo difícil para a maioria dos gestores. Por isso, neste post vamos ver em que tipo de negócio ele é mais difícil de ser realizado e como isso pode ser mudado. Vamos lá? Continue a leitura!

Os casos de maior dificuldade

Começaremos com os perfis de negócio em que o fluxo de caixa é mais difícil de ser colocado em prática.

Negócios ainda não formalizados

Normalmente, os negócios recém-saídos da informalidade, sem muita consistência e continuidade, tendem a apresentar uma dificuldade maior no controle de fluxo de caixa. Isso porque os donos iniciam suas operações com a ideia na cabeça e algum dinheiro no bolso, sem tanto conhecimento financeiro.

Assim, com as atividades sendo desempenhadas apenas pelo instinto — ou seja, sem o registro das operações que são realizadas —, ao fim de uma semana, por exemplo, não se sabe com certeza a quantidade de dinheiro que entrou e que saiu de uma entidade.

Os índices financeiros, que tanto ajudam os donos e gestores financeiros nos processos de tomada de decisão, são impossíveis de serem aplicados nesses negócios. E tal controle adicional seria importantíssimo para que o negócio já começasse sendo preparado para crescer.

O resultado, normalmente, é mais dinheiro sendo gasto do que o necessário para as atividades da empresa.

E os gestores não poderão acompanhar a tendência de valores importantes, tais como receitas e custos operacionais, e despesas rotineiras, como gastos com propaganda, treinamento de funcionários ou investimentos em máquinas e equipamentos.

Empresas que não adotaram um sistema de gestão

Negócios em expansão e sem um sistema de gestão eficiente também apresentam dificuldades no controle de fluxo de caixa.

Nessas situações, as atividades aumentam em quantidade e em complexidade, mas os proprietários ainda relutam em ampliar as formas de controle.

Além disso, os recursos humanos responsáveis pelos registros e pelo acompanhamento não recebem treinamento de maneira efetiva, o que ocasiona o pagamento de multas e juros por atrasos, e até recolhimentos tributários realizados com valores maiores do que os devidos pelas empresas.

Por que é tão difícil colocar o controle de fluxo de caixa em prática

São diversas as razões que fazem com que um negócio denote dificuldade no controle de fluxo de caixa. A principal delas está ligada à dificuldade dos donos e gestores em estarem propensos a mudanças operacionais e organizacionais.

É muito comum um dono de negócio ou gestor financeiro trabalhar durante anos com uma filosofia, sem alcançar grandes resultados, mas também sem gerar grandes prejuízos. Nesses casos, se houvesse um efetivo controle de fluxo de caixa, os resultados alcançados seriam bem melhores.

A delegação de funções é outro hábito que, embora pareça simples, nem sempre ocorre nesse tipo de empresa. A consequência é que, sem muito tempo para se preocupar exclusivamente com a parte financeira, são tomadas decisões equivocadas e o negócio perde em termos de competitividade no mercado em que atua.

A conscientização é a chave do conhecimento

É importante que os proprietários dos negócios e os gestores financeiros, de maneira ininterrupta, reciclem seus conhecimentos no que tange aos controles financeiros da entidade. E entre esses itens está o controle de fluxo de caixa, de extrema importância para qualquer empresa.

Por melhor que seja uma ideia e por mais exclusivo que seja um produto ou um serviço, nunca um negócio prosperará sem uma boa gestão financeira e um controle de fluxo de caixa. Aliás, não somente o controle de fluxo de caixa, mas todos os processos financeiros devem estar interligados entre si.

É o caso, por exemplo, do setor contábil com o fiscal, ou dos setores de contas a pagar e a receber. Todos eles são vitais para qualquer empresa — e quanto mais ligados eles estiverem, melhor será para a sua estrutura financeira, como um todo.

O controle de fluxo de caixa na gestão

Gastos produtivos, quando não controlados de perto pelos responsáveis, podem ocasionar produtos com custos mais elevados do que o esperado.

Na prática, isso resultará na venda por preços praticados pelo mercado, mas que não cobrirão os gastos produtivos.

Seguindo essa lógica o negócio até consegue se sustentar durante algum tempo, pois constantemente utilizará recursos primeiramente destinados ao capital de giro. Com o tempo, no entanto, esses recursos ficarão escassos, demandando mais liquidez.

E é neste momento que as empresas recorrem ao capital de terceiros, gerando novas dívidas.

De fato, dívidas controladas são saudáveis para qualquer negócio, pois fazem com que o poder de geração de lucros aumente sem a necessidade de mais integralização de capital social. Mas, se não há um registro efetivo de todas as operações realizadas, torna-se impossível para um gestor financeiro tomar boas decisões financeiras já no curto prazo.

Fluxo de caixa e métricas financeiras

Para manter um registro das operações, é fundamental que o controle de fluxo de caixa venha acompanhado de uma definição simplificada de métricas financeiras, que são parâmetros de mercado que indicam como está a saúde financeira de uma entidade.

E, para que essas métricas financeiras sejam definidas, é necessário que tudo que acontece em termos financeiros de uma empresa seja registrado. Desde os valores mais irrisórios até as maiores compras, tudo deve integrar o controle de gastos.

Consequentemente, os relatórios gerados poderão apresentar informações confiáveis. O controle de fluxo de caixa poderá, agora sim, prever as necessidades futuras de dinheiro para uma empresa, e os benefícios da boa gestão financeira aparecerão.

Isso costuma ocorrer com mais frequência nos negócios menores e com maior tendência de centralização decisória, que são os mais antigos e com estrutura familiar.

Ainda assim, como bem vimos até aqui, uma gestão que não se recicla em relação aos conhecimentos financeiros tende a apresentar dificuldades nesse controle de fluxo de caixa — um fator nocivo para todo o negócio.

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