Voltar > Como fazer um planejamento mais estratégico para a sua gestão financeira?

É muito importante que um gestor financeiro consiga oferecer à sua empresa uma condição adequada de organização fazendo com que a operação diária esteja sempre em andamento e sem maiores dificuldades.

Contudo, um bom gestor deve preocupar-se, ainda, em poder promover resultados que sejam mais do que os operacionais, precisa conseguir conquistar resultados estratégicos para a empresa.

Este tipo de esforço é o que consegue fazer com que o negócio e também o próprio gestor tenham reais chances de crescimento. Por isso, a preocupação com o planejamento estratégico da gestão financeira deve ser algo constante.

De maneira que seja orientada na direção correta a atuação do gestor financeiro, algumas boas práticas devem ser seguidas, e se você tem este tipo de preocupação com a sua empresa, este resumo será bastante útil.

Estudar a realidade da empresa e avaliar possíveis cenários

Um planejamento estratégico começa a ser elaborado a partir da realidade da empresa. Deve-se levantar informações a respeito da situação em curso de forma que se possa compreender bem o contexto e as limitações do ambiente.

A partir desta análise, fica muito mais fácil perceber as fragilidades e também as opções de ganhos. Tudo de forma bem fundamentada e realista.

Com esta avaliação feita, o segundo passo é a criação de cenários possíveis para uma atuação mais estratégica. Normalmente, são avaliados cenários considerados positivos, realistas e negativos.

Algumas empresas preferem adotar opções de entendimento um pouco mais pessimistas e acabam seguindo a linha do princípio da prudência da contabilidade. Este tipo de escolha já é uma parte do raciocínio a ser empregado na sua gestão estratégica e pode ser a base de um plano de ação de sucesso.

Desenvolver um planejamento estratégico para o financeiro com objetivos realistas

Com base no entendimento da situação da empresa e na adoção de uma linha de trabalho, faz-se necessário determinar objetivos estratégicos.

Neste momento, talvez seja oportuna a discussão a respeito da contratação de uma empresa parceira para que parte do processo financeiro seja terceirizado, liberando assim recursos humanos internos que possam ficar mais dedicados ao core business e liberados para a atuação que busque promover valor agregado na gestão financeira.

Tomadas as devidas precauções para que o operacional se mantenha estável e entregando os resultados esperados, cabe ao líder da gestão guiar a área para a definição de objetivos mais bem estruturados.

Na hora de serem estabelecidas, é muito importante que estas metas estejam distribuídas dentre prazos de curta, média e longa duração. Além disso, elas devem ser realistas, de forma a não frustrarem expectativas.

Uma boa dica neste momento é a utilização da metodologia SMART. Com base nela, fica bem mais fácil traçar objetivos específicos (specific), mensuráveis (measurable), atingíveis (attainable), realísticos (realistic) e temporais (timely).

Estabelecer um orçamento anual

Tendo objetivos claros e formalizados, a parte do desenvolvimento do plano de ação não será muito difícil de ser feita, embora possa dar algum trabalho, já que ela implica no desmembramento de tarefas e na evolução gradual do que o financeiro se propõe.

Dentre estas tarefas e atividades, uma definição de extrema importância é a composição do orçamento anual. Naturalmente, toda empresa já deve ter um mínimo de organização das suas contas, mas com um enfoque mais profissional e orientado aos resultados que são buscados, este orçamento anual deve ser condizente com toda a estrutura de raciocínio previamente estabelecida.

Para que possa funcionar como base complementar para a atuação de demais departamentos e colaboradores, este orçamento deve ser divulgado aos pares de maneira que se garanta um mínimo de aderência de toda a organização ao projeto em curso, desenhado e controlado pelo financeiro. Do contrário, tudo não passará de mera vontade do gestor financeiro.

Uma boa prática que pode ajudar bastante na conquista dessa aderência é, respeitando a atuação e nível de responsabilidade de cada um, tentar trazer para mais perto os gestores das outras áreas na hora de se definir o orçamento anual. Tudo isso observando as condições e metas da administração geral.

Fazer o acompanhamento de perto e ajustes necessários

Naturalmente, durante o exercício em curso poderão ocorrer vários tipos de situações que precisarão ser alvo de reflexão e tomadas de decisão.

Para que se mantenha um bom nível de gestão estratégica, estas decisões precisam ser rápidas e acertadas, e a única forma de fazer isto de maneira eficaz é ter um acompanhamento atento dos números.

O financeiro é uma área que consegue enxergar toda a empresa e, se algo começa a sair fora do planejado, a tendência é que rapidamente seja identificado no controle orçamentário.

Assim, se o gestor estiver atento, terá condições de ter uma resposta ágil e ajudar a empresa a fazer os ajustes necessários para diminuir perdas e aproveitar oportunidades.

Quanto mais de perto for feito este controle, menores as chances de que o planejamento estratégico da área financeira se perca em meio aos “incêndios” da rotina diária da organização.

Fixar uma cultura de planejamento estratégico dentro do financeiro

Com o tempo, as dificuldades para a implantação de uma cultura de planejamento estratégico vão sendo reduzidas. Para que este processo seja devidamente sedimentado na empresa, cabe ao gestor a preocupação de manter a disciplina e não perder o foco dos objetivos estratégicos dimensionados anteriormente.

Quanto mais vezes for repetida e mais engajamento for buscado junto aos demais departamentos, melhores são as chances de que este tipo de desafio seja implementando de maneira concreta e bem estruturada.

Assim como a empresa precisa ter as suas linhas de visão, missão e valores bem definidas e divulgadas para que todos possam contribuir para o sucesso e crescimento sustentável do empreendimento, o financeiro, bem como demais departamentos, deve ter claros os objetivos que se propõe atingir.

Contudo, além de boa vontade, para que se tenham reais chances de criar uma cultura de atuação estratégica é necessária a repetição destes passos. De forma a criar um círculo virtuoso, o amadurecimento da gestão estratégica acontece com base na acumulação de experiências, tanto positivas como negativas.

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